Decidimos fazer esse breve relato de fatos acontecidos em nossa visita no domingo (27/07) para participar da missa às 10h. Somos do sul e estávamos em visita a Curitiba e, sempre que vamos para lá, não deixamos ir até Ponta Grossa rezar com os monges na capela da Abadia da Ressureição. Além disso, acompanhamos os ofícios pelas redes sociais sempre que possível. Fiz essa breve abordagem para demonstrar o quanto nos sentimos acolhidos pela espiritualidade beneditina, extensiva aos mosteiros do Rio, São Paulo e Santa Rosa, locais que também ja participamos dos ofícios.
Isso posto, ao chegarmos por volta das 9h da manhã, vindos de Curitiba, na estrada de acesso à Abadia, encontramos um jovem monge que passeava com um lindo cão pastor belga malinois. Quando o abordamos, nos olhou com um sorriso de acolhida… Perguntamos se pertencia à comunidade religiosa, respondeu ele que sim. Nos apresentamos e perguntamos a ele se poderíamos participar da missa, mesmo trazendo conosco um cachorro de estimação que se caracterizava por ser extremamente discreto e comportado. Ele respondeu que não havia problema, desde que não atrapalhasse, fizesse xixi ou latisse. Nos despedimos em um até breve, com a certeza de que seríamos acolhidos…
Assim sendo, entramos na capela por volta das 09:15, sentamos em uma lateral e ficamos em oração. Nosso amigo deitou-se contra a parede e ali ficou dormindo… Depois das 09:30 começou um movimento de monges acendendo luzes, repassando os cantos, enfim, organizando a capela para a celebração. Outros vinham nos espiar, olhavam com espanto, arregalavam os olhos, faziam caras e boca… sentimo-nos, em alguns momentos como alguém que havia saído, há pouco, do inferno descrito por Dante de Alighieri na obra intitulada "Divina Comédia", em outros momentos, sentíamo-nos como o frade franciscano Guilherme de Baskerville na célebre obra de Umberto Eco intitulada “O Nome da Rosa”.
O que ocorreu a seguir foi que, depois do local cheio de gente, minutos antes procissão de entrada dos religiosos, fomos expulsos da capela, com a seguinte alternativa: "poderíamos assistir a missa lá de fora, pela janela”, a exemplo de um escravizado tocheiro dos tempos coloniais.
A abordagem incisiva do monge deixou-nos sem chão, diante dos nossos espíritos completamente imersos em oração, aguardando o início da missa. Depois do choque, nos retiramos de maneira humilde e lá fora, fizemos para nós mesmos as seguintes perguntas:
Onde está o próprio Cristo que se apresenta na figura do visitante, descrito na Santa Regra?
O que diria São Francisco de Assis?
O que diria o Papa Francisco?
O que diria o próprio Cristo?
Ao responder essas perguntas chegamos as seguintes conclusões: saímos na busca da espiritualidade beneditina e nos deparamos com dois monges, o primeiro, no caminho, nos fez lembrar o arquétipo de um frade franciscano, dado o carinho com que nos acolheu e a forma como tratava o animal, como fosse seu irmão mais novo; o segundo, dentro do lugar sagrado da capela, nos fez lembrar o arquétipo de um fariseu, doutor da lei, aqueles que no tempo de Jesus Cristo, acreditavam mais na letra morta da lei dos homens do que na própria vida criada por Deus.
Por todo o exposto, mesmo que tristes, ao responder as perguntas acima, percebemos que o animal tinha mais valor para nós do que aquela missa e viajamos de volta a Curitiba, dialogando acerca das diferenças entre o Cristo que inspirou os primeiros cristãos e o Cristo romanizado, inventado por Constantino, que ainda parece orientar boa parte dos religiosos.
Nosso propósito não é criar animosidades, mas produzir reflexões e talvez servir de orientação para algum incauto...
Read moreUm otimo local para visitar no fima da tarde, depois de um dia agitado em ponta grossa.
O acesso é por uma estrada de chão, mas muito plana e com poucas curvas, qualquer carro consegue acessar.
A Abadia possui um lindo jardin para visitar e meditação.
No local tem uma pequena lojinha dos produtos da abadia , com produtos de otima qualidade e de grande variedade.
No fim da tarde acontece as orações, que aberto ao público, vale muito a visita para ver as canções das...
Read moreO local e lindo, calmo e tranquilo. A missa e simplesmente maravilhosa. Você se sente em um retiro mesmo. Aqui você e sempre bem acolhido. O local possui banheiros e estacionamento. Após a missa você pode aproveitar a lojinha e comprar objetos religiosos, além disso eles vendem bolachas, bolos e bebidas produzidas ali mesmo. Vale muito a pena. Por ser um pouco longe de Curitiba não vou com...
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