O complexo monástico surge como uma unidade que inclui a hospedaria e o mosteiro. A hospedaria, composta por 8 blocos interligados de modo a formarem um único edifício, assemelha-se a uma pequena aldeia, ou seja, reproduz as características de uma aldeia típica da região de Trás-os-Montes. A estrutura arquitetónica do mosteiro é pensada para favorecer um ambiente de oração (litúrgica e pessoal), de silêncio e paz, mas também inclui áreas de trabalho e serviço, plenamente funcionais às necessidades quotidianas da comunidade e à realização de trabalhos produtivos: o mosteiro deve conter em si tudo o que é necessário para a vida diária dos monges. O exterior é parcialmente revestido por uma cobertura de xisto, de forma a realçar a proximidade com as características das casas da zona, construídas com esta pedra. O solo do próprio mosteiro é rico em xisto. É uma estrutura projetada para receber 40 pessoas; é constituída por 2 pisos habitáveis, uma cave e um segundo andar, onde se situam as áreas técnicas. O arco que delimita a área interna também funciona como uma “entrada” para o complexo monástico. Depois do arco, deparamo-nos com uma estrutura não compacta, mas constituída por um movimento simples e harmonioso de casas interligadas, revestidas de simples cal, alternando com xisto, característico da zona; um pátio constitui a entrada principal da hospedaria. No piso térreo encontram-se os locais comuns: cozinha, refeitório, sala de reuniões, sala de leitura e divisões para alguns serviços, até à capela com um nártex luminoso que fecha o edifício. O primeiro andar é composto por quartos individuais, duplos ou triplos para as futuras estadias de grupos e famílias O edifício, projectado para 40 irmãs, está pensado para se enquadrar harmoniosamente no ambiente natural, adaptando-se ao relevo montanhoso do terreno: por isso prevê-se a distribuição dos locais por vários pisos. O projeto, realizado de acordo com a estrutura de um mosteiro cisterciense tradicional, tem como centro e coração o claustro, ao redor do qual se abrem todos os locais em que se desenvolverá a vida da comunidade monástica, os chamados “lugares regulares”: a igreja, o capítulo, o scriptorium e o refeitório, são dispostos de forma a desenhar uma cruz. A igreja, orientada a nascente, encontra-se no ponto mais alto do terreno e é visível mesmo à distância. O campanário e a igreja são em granito, para sublinhar a nobreza, solidez e resistência destes locais. A igreja tem a forma de uma cruz latina: o coro monástico ocupa a nave central, enquanto os dois transeptos laterais estão reservados aos hóspedes que desejam participar na liturgia. Junto à igreja encontram-se a entrada principal do mosteiro, a portaria, os locutórios, uma sala de reuniões, ou seja, os locais acessíveis aos hospedes para o encontro com as monjas. Do outro lado do claustro, mais exteriores do que os lugares regulares, situam-se as zonas de serviço (cozinha, copa, casas de banho, portaria, escritórios e...
Read moreHá locais onde o tempo demora mais tempo a ser o tempo certo. Há locais onde a brisa mais fria nos aquece por dentro. Há locais onde apenas vivemos momentos, nada mais que isso. Mas cada momento vivido tem o tempo de uma eternidade. Pena que passem com demasiada pressa. Mas se assim for, que Ele nos permita cá voltar e desfrutar deste silêncio do murmúrio das orações, deste cheiro a resina que impregna as pequenas giestas, deste longínquo horizonte onde o olhar se perde, recortado pelo desenho do montado ou pelo som do sino altaneiro que nos acorda. Será o voltar a encontrar o sorriso hospitaleiro das monjas que nos recebem ou as palavras acolhedoras da Irmã Maria da Luz. E então, voltarei a sentir o tempo a demorar mais que o...
Read moreLugar de paz e de encontro com o Divino. Tem uma loja de produtos monásticos que nos oferece não só artigos religiosos artesanais como doçaria de qualidade impar. Destaco o lemoncello delicioso no âmbito dos...
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