Vamos falar sobre uma experiência frustrante. Minha namorada e uma amiga com sua filha, uma criança, me chamaram para comer algo e tomar uma cerveja. O bar onde elas pretendiam ir, o Bar do Gildo, estava cheio, como de costume. Como alternativa, decidiram ir ao tal “Paparico”, que eu ainda não tinha ido. Cheguei lá às 19h15. Nesse momento, minha amiga pediu uma batata para a filha, afinal, criança com fome não espera. Pedimos também duas cervejas. Após 20 minutos e nada das bebidas, fui ao balcão solicitar as cervejas novamente, aproveitando para pedir também um pão com bife. Esperei mais 15 minutos e, sem sucesso, voltei ao balcão para reforçar o pedido, que já havia solicitado mais de uma vez ao atendente (que, sinceramente, parecia completamente perdido). Ainda assim, nada. Depois de mais uma tentativa, creio que falei com o proprietário, que ficou visivelmente indiferente. Somente então ele foi até a mesa para confirmar o pedido. Detalhe: já era 20h05. Pouco tempo depois, consegui pegar as cervejas no balcão, mas a batata e o sanduíche continuavam sumidos. Enquanto isso, entravam e saíam motoboys com pedidos, e a menina continuava esperando a batata, kkkkkk Resolvi cancelar os pedidos de comida. Para minha surpresa, o dono sequer se deu ao trabalho de reagir ou pedir desculpas. Quando estávamos terminando as cervejas, por volta de 20h30, ele apareceu com a conta e, de forma quase cômica, disse: “O sanduíche já está pronto!”. Pedi que o embalassem. Quando chegou depois de 10 minutos, o sanduíche embalado estava gelado, sem qualquer desculpa ou consideração pelo péssimo atendimento. Depois disso, entendi por que os bares clássicos do bairro, como o Gildo, o Morango e o Sid, estão sempre lotados, enquanto esse lugar vive meia-boca. Moro no bairro há 45 anos e faço questão de valorizar quem sabe atender os clientes. Já o Paparico... vá por sua conta e risco — e prepare-se para...
Read moreEste bar já foi bom, mas hoje em dia pecam muito no atendimento. Muito gentis e simpáticos, mas demoram muito para trazer o pedido à mesa. Ou são muito desorganizados ou é falta de pessoal, ou então, ambas as coisas. É só dar movimento um pouco maior e ficam perdidinhos. Certa vez pedi o "prato" que estava concorrendo no "Comida di Buteco" - que por sinal estava muito bom, sejamos sinceros - mas, como era uma terça-feira, "Dia do Pastel", aproveitei e também pedi alguns pastéis pra viagem. Ao acertarmos a conta, a proprietária desculpou-se e nos disse que não tinha mais pastéis, sendo que havíamos solicitado com bastante antecedência. Deduzimos que a casa privilegia o Delivery, e quando se deram conta não havia mais pastel para atender os clientes presenciais. Mas no caso de ontem a noite foi uma afronta o que aconteceu conosco. As mesas ao lado sendo atendidas nos seus pedidos e a nossa foi ficando. Reclamamos com 40 minutos de espera e nada; reclamamos com 1h de espera e nada; 1h20 de espera e... NADAAA!!! Uma amiga que estava conosco na mesa, teve que se ausentar para outro compromisso, e saiu de lá sem sequer provar qualquer alimento. Um absurdo!!! Resumo da ópera: após 1h30 de espera reclamamos uma última vez e fomos embora. Saímos de lá e fomos na "AeroLanches" do Abranches, e 15 minutos depois de chegarmos já estávamos com os petiscos na mesa. E olha que o movimento de clientes na AeroLanches é tão, ou até maior que no Paparico. Tudo é uma questão de GESTÃO! Coisa esta que para mim ficou evidente que no Paparico não existe. Desta vez aprendi a lição: Paparico Gastro Bar, NUNCA MAIS! Quem quiser tentar a sorte fique à vontade, mas leve muita paciência no bolso. Esta foi mais uma aventura da série "Fuiiii...e não...
Read moreTem dias e dias. Dias em que você acorda inspirado, faz almoço em casa, monta o prato bonito e fotografa. E tem os outros — aqueles em que você olha pra cozinha como quem olha pra um campo minado e pensa: “hoje não, herói.”
É nesses dias que o Paparico salva. Não é só pelo prato do dia, que sempre chega quente, bem-feito, com aquele tempero que parece ter sido pensado pra você. É pela sensação de que alguém ali do outro lado já entendeu a alma do bairro.
Já fui lá almoçar em dias bons e em dias ruins. Já fui quando precisava comemorar e quando precisava ser acolhido. Já fui com tempo e já fui correndo, na pressa. E o mais bonito é que eles seguram todas essas versões minhas — sem estrelismo, sem frescura, só com comida de verdade e atendimento que te olha no olho.
No bairro Boa Vista, o Paparico virou pra mim quase um personagem. Um vizinho discreto que sempre tem um lugar à mesa. Um lugar simples, honesto, que segura as pontas quando o mundo lá fora anda difícil.
Por isso, se fosse possível dar mais de 5 estrelas, eu dava. Porque restaurante bom não é só onde se come bem. É onde a...
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