Pior atendimento da minha vida. O estabelecimento é amador, rude, e não compactua com os valores de um bom bar punk rock. Uma piada.
Ao chegarmos, eu e o meu namorado perguntamos se havia A POSSIBILIDADE de juntarmos mesas para um total de doze pessoas. Foi dito que sim. Entendemos, então, que o estabelecimento estava de acordo com tal pedido, pois NÃO foi comunicado o contrário.
Sentamos, pedimos um litrão, uma dose de traçado, e esperamos por nossos amigos. Em todas as pequenas interações, o homem que nos atendeu agiu com EXTREMA hostilidade, não houve receptividade, atenção, ele nos deixou completamente desconfortáveis.
É importante destacar, mais uma vez, o comportamento do homem que nos atendeu: ele apresentava um tom passivo agressivo, revirava os olhos, completamente birrento.
Entendi, aos poucos, que ele não gostou da ideia de ocuparmos a quantidade de mesas que PEDIMOS e eles AUTORIZARAM. O porquê? Simples. Uma noção mercenária de perder clientes, e uma lógica burra porque todas as cadeiras estavam ocupadas, todos estavam consumindo na casa.
Para conseguir uma bebida era um parto. A cerveja acabava, e eles não traziam mais. Duas amigas ficaram MEIA HORA para conseguir pedir drinks. Um atendimento para lá de porco.
No final, um dos donos chegou até mim e disse: “Vocês estão numa mesa com 12 pessoas e a outra mesa, com duas pessoas, consumiu mais que vocês.” Fiquei incrédula. Todos estavam bebendo. Existe um consumo mínimo determinado por hora? Simplesmente patético. Perguntei, então, se ele queria que fôssemos embora e ele disse que sim.
Todos ficam extremamente chocados com a postura do dono, tentamos conversar, explicar que aquilo não era correto, mas, enquanto clientes, fomos desprezados. Por fim, os dois donos começaram a debochar, falaram para não voltarmos mais. Um terror. Um show de amadorismo e desrespeito. Deselegante.
Como o bar expulsa dessa forma doze clientes? Não entendi a tamanha insatisfação, nossa mesa era tranquila. Nós estávamos CONSUMINDO, pagando para sermos atendidos, até o valor da conta eles jogaram na nossa cara. O que determina uma “boa mesa” para eles?
Não há formas de transpassar o quanto nós fomos desrespeitados. Recepção, acolhimento e, principalmente, sensibilidade são para poucos lugares.
É preciso ter sensibilidade para entender que as pessoas vão ao bar para reunir amigos, comemorar a vida de alguém num sábado à noite, matar a saudade, ter um tempo de felicidade. O momento do cliente deve ser respeitado para além de qualquer coisa.
Respeitem as pessoas, respeitem o momento do cliente, e se respeitem. Claramente um local que não...
Read moreDesde o momento em que cheguei no bar com algumas amigas, o atendimento foi péssimo. O garçom mal nos deu atenção e a demora nos desmotivou a continuar consumindo bebidas, apesar de outros amigos nossos já estarem lá há mais tempo e consumindo constantemente a contar da hora em que chegaram. Além disso, nas raríssimas vezes em que fomos atendidas, o garçom foi desdenhoso e ignorante.
As bebidas são caras, o ambiente estava bagunçado e tudo se tornou um show de horrores quando começaram a reclamar do consumo de nossa mesa (por volta de 12 pessoas), insinuando que estava baixo e que estávamos ocupando muito espaço (Sendo que algumas mesas até estavam vazias, talvez por conta do serviço ruim, quem sabe…)
Se o estabelecimento fosse sério, teriam nos avisado que, aparentemente, há um valor estipulado de consumo para determinada quantidade de pessoas. Poderiam, além do mais, ter demonstrado, desde o início, o descontentamento com a união de mesas que fizemos por conta da quantidade de pessoas (que foi aprovada pelo próprio atendente, já que era a comemoração de um aniversário). Poderíamos ter seguido para algum outro bar, sem problema algum. A única coisa que vocês não deveriam ter feito — mas foi exatamente o que fizeram — era desrespeitar os próprios clientes. Foi criado um constrangimento desnecessário e desagradável em um momento de comemoração.
A experiência foi péssima. Evitem trabalhar com prepotência e arrogância, especialmente quando se trata de atendimento ao cliente. Jamais sentiria a necessidade de fazer uma avaliação assim (sabemos bem como isso prejudica a imagem de um estabelecimento on-line), mas nunca passei por um atendimento...
Read moreNo âmago da Asa Norte, onde a luz da razão modernista cede lugar ao chiaroscuro das almas condenadas, ergue-se o Barkowski — um verdadeiro criptoboteco de estética pós-gótica, onde o asfalto do cerrado pulsa ao som das distorções mais densas do death, doom e black metal. Este não é um bar. É um relicário etílico para os apóstolos do abismo, onde o litúrgico é profano e o profano é libertador.
Adentrar o Barkowski é como ser tragado por uma fenda metropolitana que te leva direto a um bunker iluminado por trevas líquidas. As paredes carregam memórias de guitarras dissonantes, ressoando como epitáfios sonoros para as almas que ali se embriagam. A ausência de cores vibrantes é proposital: aqui reina o monocromático sombrio, o preto da camisa, o rótulo da cerveja e o vazio existencial temperado com fritas.
E quando falamos de refresco profano, não há nada mais digno da missa reversa do que o glorioso “litrão de Antártica ”, servido com grau de gelidez espectral, quase transdimensional. Trata-se de uma cerveja sacrílega na sua simplicidade operária, mas exaltada como símbolo da resistência dos que não se ajoelham ao lúpulo gourmet nem ao IPA de almofada.
Aqui, o litrão não é bebida — é rito iniciático, partilhado entre hereges de bermuda preta, olhos delineados e corações dessantificados.
O Barkowski é o refúgio dos desajustados estéticos, dos que encontram beleza no ruído e sentido na decadência. Um boteco onde o sofrimento é tempero e a cerveja...
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