Conforme li em uma avaliação aqui no Maps, "saímos assustados do lugar!" Que excelência é essa numa cidadezinha "perdida" no meio da serra da Mantiqueira...
Começando pelo café: oferecem um café "diferentão"; adoro locais que permitem essa experiência (e nem parece ser o foco do local); no caso, um daqueles que a gente já sente no aroma tratar-se de um fermentado, mas suave, retrogosto agradável. Também tem coado do dia. Grãos garimpados por eles e torrados no local. O cappuccino italiano, com uma latte art perfeita, também foi muito elogiado. E o espresso, maravilhoso, "empate" com meu preferido da @empiricocafesp.
Pedimos cannelè, financier, palmier, cubo e ficamos um experimentando o doce do outro, tudo muuuito saboroso. Em especial, meu pedido, financier. A crocância dos pedacinhos de amêndoas por cima, o acidinho da amora... Noutro dia experimentamos outros doces, tartelette de caramelo salgado, citron blanc...
O espaço é aconchegante, cadeiras variadas (parece que cada pessoa que trabalha lá pôde levar uma para chamar de sua), uma pequena oferta de produtos artesanais feitos lá ou por parceiros da região. Fomos muito bem recebidos, da pessoa que tirou nossos pedidos à pessoa que recolheu as louças da mesa, passando pelo Gabriel, que explicou sobre os pães e, perguntado por mim, falou um pouco sobre as origens das pessoas que fazem do local uma experiência incrível de cafeteria, viennoiserie e panificação.
Já em casa provamos os pães: fermentação natural com queijo e alecrim, abóbora e queijo (delicioso e uma cor linda), brioche e croissants. Todos excelentes, em especial, os croissants, com um folhado difícil de ver nas melhores padarias paulistanas. O cracker da casa é o realmente "impossível comer um só".
Em um segundo dia experimentamos alguns pratos do menu, com destaque para o falafel e o pulled pork.
A todos que fazem a experiência na Nova Palmier ser uma boa lembrança da...
Read moreEssa Padaria fica no trajeto da estrada que passa dentro da cidade. Paramos para pegar um café e um pão de queijo e saímos assustados do lugar! Meu marido pediu um expresso normal e eles ofereceram um duplo, já que para tirar um café eles já tiravam dois mesmo, porém veio um dedo de café no copo dele, isto é, não tinha nem o volume de um expresso normal, quiçá um duplo. Pedi um café coado e solicitei o adoçante, mas a atendente me falou que ali não trabalham com adoçante, me olhou como se fosse um absurdo o que eu estava pedindo! Falou apenas que eu poderia pegar açucar na mesa, porém eu não posso com açucar então agradeci e tomei meu café sem adoçar mesmo! Tudo bem que hoje temos essa questão de tomar café sem adoçar, que o café bom já é doce, mas é preciso ter respeito pelas escolhas, afinal eu iria adoçar o meu café e não o dela. Por fim ainda pegamos 2 pães de queijo que seriam muito saborosos se estivessem quentinhos, mas estavam muito gelados! Pelo preço que pagamos nessa compra (preço de aeroporto) achei que o atendimento e cuidado com o que estava sendo vendido deixou muito a desejar. Ps.: Não reclamamos no próprio local porque pegamos tudo...
Read moreEm A Nova Palmier, tudo parece feito para impressionar. A técnica é impecável, a apresentação é meticulosa, e cada item do cardápio vem acompanhado de uma narrativa longa o suficiente para ser declamada em um sarau. Mas, no meio de tanto enredo e performance, algo essencial se perde: o prazer de comer bem.
É curioso como se esforçam tanto para contar histórias, mas esquecem que o cliente está ali para viver uma experiência sensorial, não para assistir a um monólogo gastronômico. Cada prato parece mais preocupado em justificar sua existência do que em simplesmente ser bom. E, para piorar, nem tudo é servido aquecido — o que torna a experiência ainda mais desconectada do conforto que se espera ao sentar numa mesa.
O ambiente, embora visualmente pensado, carrega um ar tóxico — aquele clima sutil onde o culto à técnica e ao discurso se sobrepõe ao acolhimento, à escuta e ao simples ato de servir bem. Ali, o cliente não é protagonista: é plateia. A comida, por sua vez, vira um objeto de contemplação, mais do que de prazer.
Há talento, sem dúvida. Mas há também uma arrogância silenciosa que transforma a experiência em algo artificial,...
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