Estive lá duas vezes e digo, se seu intuito for ouvir música, NÃO VÁ. Você vai rasgar dinheiro (e uma quantia considerável) para ter uma péssima experiência.
O ambiente é visualmente legal, uma pequena sala de um edifício histórico, visão tranquila para o palco. Mas a acústica é hedionda, não tem outra palavra, em especial para o que o bar se propõe a ser, um espaço para ouvir música boa.
Voltei na segunda vez porque queria muito ver os artistas que se aprensentariam, com repertório de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Arrependi. Eles dizem que não é possível juntar mesa (o que seria ótimo para o espaço), mas é balela. Nesta vez havia um grupo em 15+ pessoas conversando durante a performance dos artistas, não estavam nem aí para o show. Nunca presenciei tanta falta de noção e desrespeito com os artistas e os demais clientes. Não paravam de falar um segundo, atendiam telefones, gravavam áudio, uma cacofonia violenta. Se estivessem no Outback, no Mineirão ou num salão de festas de prédio não teria feito a menor diferença. Ninguém ali estava presente por conta do show. A completa falta de noção e educação do público não é culpa do estabelecimento, mas a conivência é. Qualquer outra casa com essa proposta solicita silêncio durante as apresentações. Coube à banda (especialmente o baterista), visivelmente incomodada, tentar implorar por um pouco de silêncio em alguns momentos. Bizarro.
A carta de drinks é extensa e bem feita, mas os preços são abusivos, saem do território de "é bom mas vale à pena" para "arrancando dinheiro de trouxa". Uma água 350ml custa R$ 13,00 (e outros reviews dizem que era mais). No fim das contas gastei próximo de R$ 190,00 contando 2 drinks, 1 água e o ingresso. Para passar raiva.
O Clube de Jazz do Café com Letras é superior em TUDO e você vai gastar...
Read morePensei muito para fazer esse review. Fui ao Mina com altas expectativas para assistir ao especial Miles Davis e voltei pra casa frustrado.
A grande e maior frustração foi com a falta de educação das pessoas. Nessa mesa em frente ao palco, as pessoas não pararam 1 minuto sequer para apreciar os artistas e ficaram conversando como se estivessem no Chico do Churrasco e não em uma apresentação de jazz. E não foi a única. Várias mesas tiveram o mesmo comportamento, o que deixou o ambiente insuportável e estragou a apresentação para mim. Pode ser injusto penalizar a casa pelo comportamento das pessoas, mas não é. Não houve nenhum aviso prévio para apreciar o silêncio. Nem mesmo desligar os celulares.
Infelizmente o Mina, para apreciadores de jazz, ainda está muito distante das casas de jazz de São Paulo. Pior ainda se compararmos com NY e Londres.
Ponto positivo para os músicos. Vou ignorar o fato que faltou um saxofonista no especial do Miles Davis, mas tudo bem. Foram fantásticos, principalmente o pianista.
O serviço e os drinks foram excelentes, impecáveis. Ponto positivo para o staff que é muito bem treinado, educados e profissionais.
Eu esperava muito mais da comida, dada a assinatura de um chef renomado da cidade. O menu Izakaya não convence. Falta o Umami de Osaka.
A casa é cara. Espere preços bem acima do padrão da cidade.
Não tenho vontade de voltar para assistir a um jazz porque sei que serei incomodado com a falta de educação das pessoas. E não voltarei para comer e beber porque tem lugares com custo/benefício...
Read moreO Mina surgiu para suprir uma demanda cultural de Belo Horizonte muito bem identificada. O ambiente é agradável e bonito, mas, desde a entrada emulando a entrada de uma mina, dá a impressão de ser cenográfico demais.
Os drinks são absolutamente perfeitos e não são nada baratos, mas isso é esperado de um lugar cujo ingresso também não é nada barato.
Os preços quase se justificam com a qualidade do espaço: vê-se que houve bastante cuidado com materiais, mobiliário, com a reforma em si etc. A acústica deixa um pouco a desejar por conta do pé-direito alto, mas não chega a incomodar. É possível compreender claramente tudo que é tocado.
A regra tácita de não dançar e não fazer barulho é justificável pelo fato de o espaço ser apertado e pela pouca amplificação do som dos instrumentos. Ambos contribuem para a aura de clube de jazz.
A comida é apenas razoável, e não há nada de bom ou ruim a ser dito sobre ela.
A curadoria das apresentações poderia ser bem mais criativa e propositiva, mas claramente não é a proposta. Antes de ser um clube de jazz pela música, é um clube de jazz pela imagem coletiva de refinamento de um clube de jazz.
Ótimo se considerarmos o jazz apenas como fundo musical de um encontro sofisticado. Senão, é apenas uma...
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