No dia 06/06, combinei com meus antigos colegas de trabalho uma despedida no restaurante/bar Cambazeira, em Santo Antônio de Lisboa. Estávamos nos divertindo, bebendo, ouvindo música ao vivo, tudo em clima de tranquilidade. Havia um grupo próximo à nossa mesa, também curtindo o ambiente.
Em um momento, fui buscar meu celular, que estava carregando sozinho em uma tomada próxima ao banheiro. A tomada era individual, sem nenhum outro aparelho conectado. Coincidentemente, o momento em que voltei com o telefone foi o mesmo em que terminou a apresentação de uma moça no karaokê.
Ao retornar, fui surpreendido por essa mulher — branca — me acusando de ter desconectado o som. Começou a gritar, me humilhar, aumentar o tom de voz. Meus amigos e eu ficamos totalmente sem entender. Tentei explicar que só fui buscar meu telefone, que não mexi em nada além da minha própria conexão, mas ela se exaltou ainda mais.
A situação saiu do controle: ela arremessou uma garrafa de cerveja em mim e nos meus amigos, copos foram quebrados, estilhaços de vidro quase nos acertaram. Em seguida, o marido dela apareceu, também exaltado, me xingando, gritando, e também tentou me agredir com outra garrafa — que por sorte não me acertou.
É importante dizer que eu sou preto e gay. O casal era branco. A agressão que sofri não foi apenas física, foi racista, homofóbica e profundamente humilhante.
Ao buscar ajuda da polícia, que foi chamada ao local, me deparei com mais uma camada de injustiça. Um dos policiais, negro, me chamou de canto e disse:
“Eu entendo… eu também sou preto… o pessoal não vai defender a gente. Mas tem que entender que a mulher estava com câncer.”
Ele teve ainda a ousadia de dizer que “existe racismo reverso”, e que eu deveria entender a situação dela. Eu respondi com firmeza que racismo reverso não existe, e que nem o fato dela estar doente justifica agressões, violência e humilhações motivadas por preconceito racial e orientação sexual.
Outro policial alegou que a minha amiga, que estava me defendendo, era quem estava “exaltada”, sendo que ela apenas reagiu à injustiça gritante que testemunhou. A mulher agressora, que realmente estava descontrolada, ofendendo, humilhando e partindo pra cima fisicamente, não recebeu o mesmo julgamento. Por que a mulher branca agressora foi “compreendida” e minha amiga, que buscava justiça, foi tachada de exagerada?
Implorei aos policiais que fichassem o casal, registrassem a agressão, o tumulto, o risco físico que sofremos. Nada foi feito. O casal sequer estava mais no local. Onde estava o casal naquele momento? Por que foram embora sem serem responsabilizados? Nós, as vítimas, ficamos, enquanto eles, os agressores, simplesmente desapareceram — sem qualquer registro formal da violência que cometeram.
E, para piorar, o dono do bar tentou justificar o comportamento do casal, dizendo que a moça estava com câncer, e que estavam passando por um momento difícil. Mas doença não dá passe livre para racismo, homofobia e tentativa de agressão com garrafa de vidro.
O que aconteceu no Cambazeira foi racismo. Foi omissão da polícia. Foi negligência. Foi revitimização. E é por isso que esse local, esse tipo de atitude e esse tipo de complacência precisam...
Read moreEstive no bar Gambazeira no dia 06/06 com amigos, em um momento de confraternização.
A noite seguia tranquila até acontecer uma situação extremamente desconfortável e violenta, que não pode ser ignorada.
Um amigo meu foi injustamente acusado por uma mulher de ter desconectado o som do microfone, apenas porque ele foi buscar o celular que estava carregando numa tomada próxima.
Ela reagiu de forma completamente desproporcional!!!: gritou, humilhou, e chegou a arremessar uma GARRAFA de VIDRO na direção dele e de todos que estavam com ele.
Logo em seguida, o marido dela também tentou agredi-lo com outra garrafa. A situação saiu totalmente do controle!
Estávamos todos em choque. Eu fui uma das pessoas que tentaram proteger meu amigo e conter os ânimos. Em momento algum a agressão partiu de nós, só tentávamos entender o que estava acontecendo e garantir que ninguém se machucasse mais, sendo reativos aos gritos e ofensas que estavam-nos sendo feitos.
A polícia foi chamada, mas infelizmente a atuação foi decepcionante. O casal não foi responsabilizado, em vez de acolherem as vítimas, tentaram justificar o comportamento agressivo da mulher dizendo que ela estava passando por um tratamento de saúde.
Doença não é desculpa para agressão!! nem para racismo!!
O que mais me incomoda é que o Gambazeira, como estabelecimento, também não tomou uma atitude clara. Em nenhum momento houve acolhimento real ou tentativa de reparação. Pelo contrário: houve silêncio e até uma certa tentativa de minimizar o que aconteceu.
O que presenciei foi grave. E o mínimo que posso fazer é deixar esse relato aqui!
Porque segurança e respeito deveriam ser prioridade em qualquer lugar público!!! Principalmente porque pagamos nossas contas e não tivemos nenhuma pendência com o bar, mesmo após o ocorrido.
Espero, sinceramente, que o bar repense sua postura diante de...
Read moreGambarzeira: Um tesouro escondido em Santo Antônio de Lisboa
Se você está em busca de um boteco autêntico e cheio de personalidade, não precisa procurar mais: Gambarzeira é o lugar certo para você! Localizado em Santo Antônio de Lisboa, este estabelecimento é um forte candidato ao prêmio do Comida di Buteco 2024.
O bar é decorado com várias placas criativas, divertidas e super originais.
O prato que rouba a cena no Gambarzeira é a Roda de Camarão. Imagine camarões suculentos envoltos em queijo colonial, empanados na crocante farinha panko. O resultado é uma explosão de sabores e texturas. O molho rosé e o molho de mostarda e mel adicionam um toque especial, equilibrando o prato de forma magistral. E para acompanhar, nada melhor do que uma dose de cachaça bem selecionada.
A equipe do Gambarzeira é amigável e atenciosa. Os clientes são recebidos com um sorriso caloroso e se sentem parte da família. O público é diversificado, desde moradores locais até turistas em busca de uma experiência autêntica.
Se você deseja escapar do comum e explorar um boteco com alma, o Gambarzeira é o lugar certo. Prepare-se para uma viagem gastronômica única, onde camarões, queijo colonial e cachaça se unem em uma dança de sabores. Não perca a chance de conhecer esse tesouro escondido em Santo Antônio de...
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