O Jantar dos Orixás da chef Carmem Virginia é, de fato, um ritual sagrado cheio de energia e luz.
Neste mês, Lili Almeida e Larissa Januário dividiram com mainha o controle da cozinha do Restaurante Altar para servir um menu espetacular de sete etapas que celebrou as raízes da culinária afro-brasileira ao representar a história de amor dos orixás.
À parte do espaço que nos abraça já desde a entrada com calor humano e a força das entidades, da trilha sonora que harmoniza com a comida e o atendimento simpático e impecável, Dona Carmem ocupa o salão com seu sorriso contagiante e a acolhida que só casa de mãe tem.
Sou incapaz de escolher entre o caldinho de sururu com farofa de acarajé para abrir o apetite, o tiradito com akassa e a energia das ervas do amaci nas pérolas de tapioca, o escondidinho de ancho de sol e camarão com aligot de batata doce e queijo manteiga, a lagosta na manteiga de garrafa e leite de coco com favas e crocante de quiabo, a panceta com abarém e roti de rapadura, a punhetinha com doce de leite e o manjar brulée com laranja baía.Tudo incrivelmente delicioso, muito bem preparado e servido, além de repleto de axé.
Todos os pratos foram harmonizados com uma seleção deliciosa de vinhos e as palavras emocionantes (e emocionadas) da única chef negra que entrou para a lista de 2024 dos 100 melhores restaurantes do Brasil pela Revista Exame.
Para completar o clima do ambiente, ainda tivemos a honra da presença de Nildinha Fonseca, que nos presenteou com a energia emocionante de sua dança tradicional.
Foi a celebração da força do feminino, das raízes africanas e da religiosidade em sua melhor manifestação.
Uma experiência gastronômica profunda e transformadora que nutre a alma. Comida de fé, de afeto, de cura.
Obrigada pela noite perfeita, Dona Carmem! Trouxe um pouquinho de seu brilho, sua força e seu colo comigo. ❤️
Recomendo demais. Todo mês tem uma nova edição com convidados sempre especiais, vale a pena acompanhar a...
Read moreConfesso que as expectativas eram altas pelo que o restaurante mostra nas redes sociais e visto por fora (pois é lindo). No entanto, no geral a experiência ficou muito abaixo do $$ que cobram.
Pedi um bolinho de feijoada, que além de serem pequenos para uma porção de 4 ao preco de $48, vieram totalmente frios, parecia que além de não fritarem na hora, não fizeram a menor questão de esquentar para disfarçar. O prato principal, arroz de puxada de rede ($79), estava bem servido e quente, porém totalmente sem tempero, tive que solicitar sal e jogar por cima para melhorar, o polvo estava borrachudo, enfim, não estava convidativo para comer, deixei mais de meio prato pra trás, claramente quem cozinhou não parou para experimentar o que fez.
Os drinks estavam ok, apesar de caros. Particularmente eu gosto de copos transparentes para que eu consiga ver o que estou tomando e os copos lá não são, mas é um gosto meu. Aliás, a louça de barro é bonita, mas fica soltando barro nos alimentos, senti uma areia no prato principal e no drink Conceição Evaristo.
Sai bem decepcionada, nada pior que pagar um preço alto para não comer bem (fiquei feliz de não ter pedido um prato mais caro pra decepção não ser maior 🙏🏾). Está na hora da Chef se atentar mais à cozinha, pois li outros comentários sobre a falta ou excesso de tempero.
Um adendo devido à resposta do proprietário: eu não teria ligado em pagar $200/$300/$400, pois sai justamente preparada para gastar, ainda mais se tratando de um restaurante na Vila Madalena, acontece que não teria valido a pena, como não valeu. Não espero que, por ser uma cozinha preta, me seja servido nada de graça, mas que somente faça jus ao que está sendo cobrado, seja a cozinha que for.
Ps: não entendi o toque levemente grosseiro da resposta à avaliação, tiveram outros comentários que tbm destacaram o valor alto e a comida fria e sem tempero, mas essas pessoas foram convidadas a voltarem ao restaurante 🤷♀️,...
Read moreFui visitar com as minhas amigas, criei bastante expectativa depois de ver a publicidade no Sampa Dicas, por ser comida nordestina e eu ser baiana. O ambiente é bem agradável. De entrada pedimos o pastel de vento com vinagrete de polvo, apesar de muito gostoso, quase não sentimos o polvo. Eu pedi uma caipirinha de jaca e minha amiga de seriguela, ambas não tinham gosto, perguntei a um casal que estava na mesa do lado, porque vi que eles também tinham pedido seriguela, mas eles também acharam aguada, portanto pedimos ao garçom para trocar por outro sabor, já que não mudaria pedir outra igual. Meu prato foi um peixe a inajá, e pedi por ser apaixonada por moqueca e banana da terra, e nesse prato havia um peixe banhado no caldo da moqueca e um bolinho que entendi que teria banana da terra e queijo coalho. O peixe e o arroz de coco estavam magníficos, apesar de quase ter me engasgado com uma espinha que estava na pele do peixe. O caldo da moqueca estava bom, mas senti falta de mais sabor, de mais dendê talvez. O bolinho era bem ruim com gosto de farinha, não senti gosto nenhum de banana da terra e nem de queijo coalho. Bebemos também um Conceição Evaristo, que é um dos drinks autorais deles, bem gostoso. Esperei mais opções de frutas típicas no cardápio de caipirinhas e mais drinks autorais, uma vez que na publicidade foi algo muito bem falado.
Uma das minhas amigas pediu o mesmo prato que eu, e não conseguiu comer os bolinhos. As outras pediram o Groove do Mar, que pareceu estar bem gostoso, mas um deles veio sem camarão, que era um dos ingredientes principais do prato, tivemos que pedir pra voltar o prato pra cozinha. Pelo custo benefício eu achei que deixou à desejar, meu objetivo era pedir inclusive sobremesa, mas fiquei tão assim com o lugar, que até esqueci, e fui...
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