A Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, também referida como Igreja Matriz de Matosinhos e Igreja do Salvador, localiza-se na cidade e município de Matosinhos, distrito do Porto, em Portugal. Constitui destino de peregrinação, lugar de romaria e festas em honra do Senhor de Matosinhos. Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1982. O templo já existia no século XVI. Foi totalmente renovado no século XVIII, sendo dotado da mais elegante e exemplar linguagem barroca com traça do arquiteto italiano Nicolau Nasoni. As obras iniciaram-se em 1743, com recursos às ofertas prometidas pelos emigrantes que faziam fortuna no Brasil e aos "ex-votos" da gente do mar nas aflições da sua labuta. A fachada, de grandes dimensões e ritmada por pilastras e forte entablamento mistilíneo, oscila entre o equilíbrio estrutural e a exuberante decoração barroca. Possui três portais, o central de maiores dimensões, e dois nichos laterais com estátuas de S. Pedro e S. Paulo. Lateralmente impõem-se as torres sineiras. É ainda de referir o grande adro circundante. O interior é constituído por corpo de três naves separadas por cinco arcos quinhentistas de volta perfeita, assentando em colunas da ordem jónica e sustentando uma cobertura de madeira formada por caixotões seiscentistas. A cabeceira apresenta o retábulo-mor de talha dourada, de transição entre o estilo nacional e o joanino, invadindo a sua cobertura, arco cruzeiro e paredes laterais, projecto da autoria do portuense Luís Pereira da Costa. O retábulo-mor acolhe na sua tribuna a imagem do Bom Jesus de Matosinhos, datada dos séculos XII/XIII, sendo por isso uma das mais antigas imagens de Cristo crucificado que se podem contemplar no nosso país, e objecto de fortíssima devoção desde a Idade Média. As esculturas que ladeiam a imagem venerado do Bom Jesus - José de Arimateia, Nicodemos, Virgem Maria e São João - são obra do escultor Thomé Velho, discípulo de João de Ruão. No transepto destacam-se os retábulos de talha dourada da Capela do S. Sacramento e do Senhor dos Passos, empreitada concretizada pela parceria Domingos Martins Moreira e José da Mota Manso entre 1746 e 1750. As capelas laterais acolhem retábulos barrocos em talha dourada, executados em meados do século XVIII pelo entalhador Domingos Martins Moreira e dourados por José da Mota Manso, também autor dos belos púlpitos. As sanefas e varandas das janelas são obra de Manuel da Costa Andrade, executadas entre 1753 e 1754. O rocaille está presente em quatro bancos de espaldar, obra de José Teixeira de Guimarães realizada em 1772. No coro-alto, encontra-se o órgão histórico de tipologia nórdica, que apresenta fachada hamburguesa, com canaria distribuída em três castelos e quatro painéis . Construído em 1685 pelo organeiro Michael Hensberg, natural dos Países Baixos, destinava-se ao Mosteiro dos Lóios no Porto. Transferido para esta igreja, foi remodelado (iberizado) em 1859 pelo organeiro José António dos Santos. Em 1992 foi restaurado pela Oficina e Escola de Organária de Esmoriz, que procurou repor as suas feições originais. Possui 10 registos, alguns inteiros e outros divididos, num...
Read moreUma enorme desilusão.
Casámos nesta igreja em março, e infelizmente, foi a pior escolha que poderíamos ter feito. Quase arruinaram o nosso dia.
É verdade que, como noiva, me atrasei cerca de 30 minutos — não por minha vontade, mas devido a circunstâncias alheias. Já contava que a cerimónia tivesse de ser mais breve, e estava totalmente compreensiva com isso.
Mas ao chegar à igreja, deparo-me com um padre visivelmente mal-disposto e contrariado. Durante a celebração, falou num tom monótono, sem entusiasmo, nem o mínimo de vontade de partilhar uma mensagem de amor — muito pelo contrário, transmitiu apenas negatividade. Se o tempo era apertado, poderia ter sido breve com dignidade e respeito. O que fez foi inaceitável para um momento tão especial.
A missa terminou exatamente às 12h00, como previsto, sem ultrapassar um único minuto. No entanto, quando tentámos tirar apenas 2 ou 3 minutos de fotografias no interior da igreja, fomos constantemente interrompidos por uma funcionária extremamente malcriada e agressiva — tanto connosco como com os nossos fotógrafos. Não ficámos sequer 3 minutos lá.
Ao sairmos da igreja, essa mesma senhora dirigiu-se a mim aos gritos, com uma atitude completamente despropositada, vergonhosa e hostil, a berrar: ISTO FOI UMA VERGONHA, VOCÊS SÃO UMA VERGONHA. Enquanto saía para ser recebida pela minha família e amigos, já ouvia as portas da igreja a bater com violência atrás de mim.
E sim, todas estas situações foram gravadas e serão expostas. Estes comportamentos não passarão impunes.
Eu e o meu marido perguntamo-nos: será isto um reflexo dos valores cristãos? Será esta a forma de "amar o próximo" e de acolher com compaixão? É com este tipo de atitudes que a Igreja espera cativar os jovens?
Infelizmente, esta experiência confirmou a hipocrisia de algumas pessoas que, embora representem a Igreja, não praticam o que pregam. A igreja é linda por fora, mas foi-nos claro que quem lá trabalha está longe de refletir a beleza interior que deveria acompanhar esse espaço sagrado.
Para terminar, o mais irónico: esta mesma funcionária, que nos tratou com tanta falta de respeito, não teve qualquer problema em se dirigir ao padrinho de casamento para pedir dinheiro. Inacreditável.
Vamos formalizar uma queixa junto da Diocese do Porto e, sempre que nos perguntarem, partilharemos o nosso profundo...
Read moreA Universidade de Coimbra, depois de obtida a concessão de D. João III, mandou erigir, em 1550, um novo santuário sobre as ruínas do antigo Mosteiro de Bouças, onde outrora se venerara a imagem do Bom Jesus. Mais tarde, a expensas da Confraria, o santuário foi remodelado e ampliado, merecendo particular destaque os preciosos e opulentos trabalhos realizados em talha e ainda a Sagrada Imagem no seu tabernáculo. Grandiosas festividades comemoraram, em 1773, a conclusão das obras do santuário do Bom Jesus de Matosinhos, cuja igreja foi sagrada em 6 de maio de 1760. A majestosa igreja, em estilos barroco e manuelino, com lindos contornos e linhas equilibradas, apresenta três naves com 12 arcos sustentados por colunas de ordem jónica. O altar-mor, todo em talha doirada, guarda uma das mais antigas imagens de Cristo crucificado. No lado do Evangelho, deparamos com o túmulo do bispo D. Giraldo Domingues, a quem D. Dinis, em 1305, tinha concedido o padroado de Matosinhos. Notáveis ainda os altares de Nossa Senhora das Graças, de S. José, S. Pedro e a árvore de Jessé. No arco do cruzeiro, encontram-se as capelas do Santíssimo Sacramento e do Senhor dos Passos. Na fachada atual, projetada por Nicolau Nasoni, sobressaem duas torres sineiras, uma com três sinos e outra com um carrilhão. Na base destas torres, dois nichos abrigam as esculturas em calcário de S....
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