Já me sigam no Instagram para mais dicas de onde comer realmente bem em SP: @eatnicely!
O The Punch é um dos meus bares favoritos de São Paulo, por razões que eu poderia passar horas aqui enumerando, explicando e até mesmo comparando. Mas, a grosso modo, temos ali uma reunião de fatores que muito atraem a minha ida a um lugar: discrição, hospitalidade, profundo conhecimento sobre o que faz, a ponto de conseguir adaptações autorais no ato de acordo com cada cliente, e atenção máxima aos detalhes.
Funcionam em duas janelas: uma das 18h às 21h e outra das 21h30 à 00h e é imprescindível a reserva para qualquer uma delas. Uma vez ali, batemos na porta, que nos é aberta com um sorriso no rosto, que logo se transfere ao nosso, que fica até meio embascado com a beleza e o bom gosto de tudo que abraça o local. Com detalhes em madeira, local para pendurar agasalhos, um fundo de bar lindo, todo de madeira e com bebidas e insumos que por vezes desconhecíamos, tudo faz parte de um ritual não ensaiado, mas praticado.
Em minha última ida, há um tempinho, até, comecei pelo Yuzu Sour. É feito com Suntory Roku gin, cordial de yuzu, suco de limão siciliano, xarope de açúcar demerara, clara de ovo pasteurizada e bitter de yuzu. Na boca, a acidez cítrica domina o primeiro contato, com as notas do yuzu e do limão trazendo frescor. O açúcar demerara dá um dulçor discreto, que suaviza, sem apagar, a secura elegante que fica no centro da língua, fruto da acidez málica do yuzu, e a clara confere uma textura sedosa, que une as diferentes camadas da bebida.
Em seguida, o Punch Negroni vem com Bombay gin, Unicum (um licor de ervas húngaro) e otras cositas más. De cara, notas herbais intensas, um frescor quase mentolado do eucalipto, que abre espaço para um amargor sofisticado e equilibrado. O Unicum adiciona uma profundidade de especiarias, que se espalha pela boca, enquanto o gin mantém a estrutura e o vermute costura os elementos com suavidade. É um negroni relido com coerência e sem perder a essência.
Por fim, o Takê alude aos primórdios da coquetelaria japonesa e leva saquê junmai ginjo, Jerez gino, vermute rosso, orange bitter e Angostura bitter, cuja combinação resulta em um drinque, acima de tudo, de múltiplas e elegantes camadas. O saquê traz uma textura delicada e um umami sutil, que se entrelaça com a secura do Jerez. O vermute rosso adiciona um dulçor amargo, que faz o meio de campo, enquanto os bitters trazem um final longo, levemente resinoso e condimentado. Um coquetel que se revela aos poucos, em etapas sutis e que surpreende pela complexidade ao final.
Vale muito a ida!
#eatnicely #eatnicelythepunch...
Read moreThe best place in São Paulo to have the authentic Japanese cocktail bar:
Review of my drinks:
Black ship: my #1 drink today, the burbon whiskey + wheat Shochu create the very light butter / milk smell at the end. Very smoothly to drink, light and fresh with high ABV (I guess). Everything together create the harmony flow for your blood.
Smoked godfather The smoky mainly from the finish of peated whisky, it’s quite strong at the after taste at the throat. Guess is an IB one. For sure is Ardbag 10. The almond liquid gave the sweet and smooth feeling of the drink, but small ice cube also deluded the rich feeling of the drink. I was expecting the smoky will from something like burned cinnamon Good should try, just not my type.
Last one is based my preference: the best bartender, they always can make the...
Read moreOn my last night in São Paulo, my friend took me to The Punch Room because he knows I can’t end a trip without checking out one more bar. It’s a Japanese-style bar, and the moment you walk in, it genuinely feels like you’ve just landed in Tokyo—Japanese liquors lined up everywhere, minimalist vibes, and a bartender who’s Brazilian but of Japanese descent.
There’s no menu here, which makes it even more fun (and slightly risky 😂). You just tell the bartender what kind of drink you’re in the mood for, and they’ll craft something on the spot. It really felt like being transported to another country for the night. The drinks? Great—as long as you can explain what you...
Read more