Uma empresa que, atualmente, conta com 23 lojas (número que pode já ter aumentado desde que escrevo estas palavras) perdeu o direito de se orgulhar de produzir pães com fermentação natural. Falo com conhecimento de causa, pois acompanho a evolução do negócio de perto. Quando uma marca cresce, inevitavelmente a qualidade do produto tende a ser sacrificada em prol da quantidade. A necessidade de abastecer todas as lojas com uma vasta gama de pães leva à padronização do processo de produção, muitas vezes em detrimento dos métodos artesanais que a tornaram conhecida.
O pão, tal como era originalmente produzido, já não é mais o mesmo. O que antes era um processo genuinamente artesanal passou a ser uma mescla de práticas industriais e tradicionais. O charme e a autenticidade da panificação natural, que antes definia a marca, desapareceram, substituídos por uma produção em larga escala que visa atender à demanda e ao lucro.
Com todas as mudanças pelas quais a Gleba passou ao longo dos anos, a sua trajetória chegou a ser comparada à da empresa "A Padaria Portuguesa". No entanto, qualquer observador atento, mesmo sem formação técnica na arte da panificação, consegue perceber que a verdadeira essência do pão de massa mãe foi sendo deixada de lado. A busca pelos lucros e a expansão desenfreada tomaram o lugar da qualidade e do cuidado com o produto. Hoje, a empresa parece mais preocupada com a quantidade de lojas e os milhões em caixa do que com a excelência e a autenticidade do que antes oferecia aos...
Read moreAmazing bakery! 80% of their offerings are bread but they did have some cookies, hummus, olive oils and other bread adjacent items. We got three types of small cookies each were delicious - the dark chocolate rich with a hint of fruit and the almond citrus was hands down the best! We also got the freshly made focaccia and red onion hummus - wow! The combo of these two is a flavor explosion. Some of the best hummus I’ve had so far in Lisboa. Check this place out. They only...
Read moreDeixei de ir a esta padaria há uns meses. Comprava pão para a minha casa e para a dos meus pais diariamente. Deixei de o fazer porque não aceito ter de fazer pagamentos multibanco / MBway. A questão da higiene não se põe porque mexem nos terminais multibanco que os clientes também mexem, por outro lado há máquinas onde se coloca o dinheiro físico e o troco é feito automaticamente... Mas ainda que assim não fosse, se se paga em amendoins tem-se o que? Pois é... Os trocos não são difíceis de fazer, mas se vão buscar pessoas com o ordenado mínimo, se calhar pode ser difícil fazer contas. A loja tem a opção de não cumprir a lei, dado que não há multas para este caso em concreto. Eu só de não cumprir a lei já não dormiria descansada, quanto mais ter uma loja aberta nessas condições... Mas isso também me faz pensar que tipo de ingredientes colocam e se efectivamente têm a qualidade que alegam nos ingredientes... Como confiar em quem não cumpre a lei do país onde opera porque "acha que não deve"? Vamos começar a fazer assaltos porque achamos que não devemos cumprir essa lei? Passamos a escolher as leis que queremos cumprir? Eu além de não utilizar a loja, sempre que alguém me fala nela, envio para padarias tradicionais, e posso, orgulhosamente, dizer que já lhes tirei muitos clientes. Por mim, só têm de fechar, não trazem mais...
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